Educação e Cidadania - Educação e Cidadania


O ciclo eterno

Cristovam Buarque

Ao chegar ao Brasil, Pero Vaz de Caminha escreveu que nesta terra, em se plantando, tudo dá. Esqueceu de escrever que tudo dá, mas não para todos. Desde então, a história do Brasil tem sido a história da parte da
população que se apropria de todo o produto da sua terra.

No começo, apenas os brancos livres podiam se apropriar da produção brasileira, negada aos escravos e índios excluídos. Imaginava-se que isso mudaria com o fim da escravidão. Esperamos 400 anos para, em 1888, acabar
com o ciclo da sociedade excludente. Mas, depois de assinada a abolição, não se distribuiu para os ex-escravos uma parte da produção, nem terra, nem escola, nem moradia. O Brasil manteve o ciclo da apropriação do produto por apenas parte da população.
Muitos pensavam que aquele era um problema do regime imperial. Acreditavam que a República, regime de todos, poria fim ao ciclo da exclusão. Proclamamos a República imaginando que ela construiria uma sociedade que distribuiria o produto de maneira mais igualitária. No entanto, o velho ciclo da Carta de Caminha continuou. O argumento passou a ser a falta de crescimento econômico, a economia produzia pouco. Era preciso fazer o bolo antes de distribuí-lo. E foi preciso esperar mais 40 anos após a proclamação da República para que o Brasil desse um salto no desenvolvimento econômico. Ainda assim, a economia continuou produzindo para poucos.
Mesmo após a chamada Revolução de 30, o Brasil continuou sendo uma terra que produzia de tudo, mas para poucos. Em 1955, inauguramos os chamados cinqüenta anos em cinco. A partir de 1964, vivemos o milagre econômico. Nos anos 70, nos tornamos a oitava economia do mundo. Mesmo assim, nosso povo continuava sem acesso aos benefícios do progresso. Continuamos sendo um país que concentra, em vez de distribuir. No ano 2000, o Brasil completou 500 anos do mesmo ciclo: a apropriação concentrada  de seu produto por poucos.
Finalmente, em 2002, tivemos a chance de romper esse ciclo, elegendo para a presidência da República um representante das camadas populares, vindo de um partido de esquerda, com um programa distributivo e
transformador. Era o início da realização do sonho de que o Brasil inauguraria um novo ciclo de inclusão. Finalmente a terra, além de tudo dar, daria para todos.
Ainda é cedo para avaliar o governo do nosso Partido dos Trabalhadores. Mas esses dois anos nos mostram que o Brasil ainda não conseguiu eliminar o ciclo histórico da exclusão de muitos e apropriação por poucos. Não por falta de desejo e de compromisso dos que chegaram ao poder, mas sim por uma mentalidade equivocada, pela crença de que o produto se distribui automaticamente, quando há crescimento econômico.

A concentração não foi substituída pela distribuição porque a mentalidade não mudou. Continuamos pensando como Caminha: em se plantando, tudo dá, e isso basta. O governo parece não perceber que, mais do que administrar bem o País, para criar o novo ciclo é preciso uma nova orientação. Para que a terra possa dar para todos, é fundamental uma revolução das prioridades no uso dos recursos públicos. Não para distribuir com esmolas, que podem até melhoram um pouco a vida, mas não mudam o destino. Mas para investir em setores que preparem a população para mudar seu destino.
Esse investimento é a educação de todos os brasileiros. Uma educação que mude a mentalidade de Caminha, que nos condena ao ciclo eterno da história de um povo que caminha por uma terra que tudo dá, mas não dá para
todos.
Fonte:Publicado no Jornal do Commercio do dia 13/05/05.

Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 16h14
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O Estado e a educação

Há diferentes níveis em que o estado pode interferir com a educação (mais especificamente, com a escolarização) das pessoas:

a) Tornando a educação (ou melhor, a escolarização) obrigatória;

b) Regulamentando e fiscalizando a educação ministrada pelas escolas (todas privadas);

c) Financiando a educação (escolarização) -- pelo menos aquela que é obrigatória;

d) Ministrando ele próprio a educação -- pelo menos aquela que é obrigatória -- em escolas estatais, mas admitindo a existência de escolas privadas;

e) Considerando a educação um monopólio estatal mas admitindo que a iniciativa privada possa participar da educação no regime de "concessão";

f) Considerando a educação um monopólio estatal e proibindo a iniciativa privada de ministrar a educação, i.e., de possuir escolas, promovendo, assim, a total estatização (nacionalização) da educação.

Nos níveis a-c o estado não ministra a educação -- não tem escolas. Nos níveis d-f o estado ministra a educação -- tem escolas. Nos níveis d-e as escolas estatais convivem com escolas privadas; no nível f, não.

Blog de Eduardo Chaves



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 15h41
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Estamos prejudicando nossos melhores alunos?


O objetivo era comparar o desempenho de alunos de escolas públicas e de escolas particulares na universidade. Foram, então, analisados os  registros acadêmicos de jovens da mesma idade que tiraram as mesmas notas
no vestibular, começaram a estudar no mesmo ano e entraram no mesmo curso da Unicamp.

A pesquisa surgiu quando a direção da Unicamp discutia mecanismos para democratizar o vestibular e queria conhecer melhor os estudantes que tinham vindo de escolas públicas. Os pesquisadores se surpreenderam com a
comparação.

A conclusão contraria o senso comum: os estudantes de escolas públicas se saíram melhor. Isso apesar de serem comparados com colegas mais ricos, egressos de colégios particulares.

Resultado semelhante foi divulgado, na terça-feira passada, pela Universidade Estadual do Rio do Janeiro, onde se criou um sistema de cotas para alunos mais pobres. Os chamados "cotistas", por muitos acusados de só passar no vestibular por favor e de ter qualificação insuficiente (o que acabaria fazendo baixar o nível acadêmico), apresentaram rendimento ligeiramente superior ao dos demais universitários matriculados nos mesmos cursos.

As razões dessa vantagem apresentada por quem saiu de uma desvantagem já é motivo de interesse de pesquisadores da Unicamp das mais diferentes especialidades -o que certamente vai render teses de doutorado. Vão surgir as mais diversas interpretações para esse fato. Uma delas foi exposta durante debate, realizado na Folha, sobre ensino superior e inclusão, pelo reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, para quem existem sinais inequívocos de que os estudantes de escolas públicas, lutando contra todas as dificuldades, desenvolveram uma garra especial.

É o que explica, por exemplo, por que os imigrantes e migrantes conseguem prosperar.

Tais informações agregam mais uma questão na seleção para ingresso nos melhores cursos. Trata-se não apenas de uma questão moral -ou seja, de desigualdade de oportunidades- mas também de desperdício de recursos
humanos.

Se for verdade que alunos de escolas públicas, sobreviventes da peneira educacional, são mais esforçados, aproveitam melhor uma oportunidade, recuperam as defasagens e se destacam, o país está deixando de fora sua
melhor fatia de capital humano, condenando-a a faculdades privadas de péssima qualidade.

O vestibular, portanto, está selecionando, muitas vezes, não os melhores alunos para o ensino superior, mas aqueles habilitados a fazer melhor testes episódicos. Temos hoje quase 10 milhões de alunos no ensino médio,
a imensa maioria deles em instituições oficiais, o que dá a medida do desperdício.

Daí que vale a pena prestar atenção a uma solução discutida na Universidade de São Paulo. Seu reitor, Adolpho José Melfi, discorda do programa de cotas, mas concorda com o objetivo de atrair mais alunos de escolas públicas.

Uma das alternativas, segundo ele, seria a universidade fazer um selecionado de alunos dos ensinos fundamental e médio com base em critérios objetivos: as provas já existentes de desempenho. A USP trataria de oferecer-lhes reforço especial, inclusive com cursinho pré-vestibular gratuito. Os selecionados teriam, assim, uma educação em dois períodos, com direito a bolsa para que não tivessem de trabalhar.

A medida também seria um tapa-buraco, é claro. Alternativa de verdade é oferecer a todos ensino de qualidade, o que, neste momento, é impossível, por exigir toda uma cadeia educativa: o processo começa com a criança
recém-nascida recebendo os mais diversos estímulos familiares ou em creches (o que é ainda escasso no país) até chegar ao ensino médio. São anos e mais anos de investimento. O Brasil ainda não estabeleceu, nem
mesmo nos discursos, a educação como prioridade.

No debate da Folha, realizado na quarta-feira, em que estavam presentes os reitores da Unicamp e da USP, o secretário de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado de São Paulo (João Carlos
Meirelles) e responsáveis por programas de inclusão social dos ministérios da Educação (Ricardo Henriques) e da Ciência e Tecnologia (Rodrigo Rollemberg), houve consenso em que há uma alternativa viável para colocar mais gente no ensino superior.

Uma das saídas é a expansão das faculdades de tecnologia, que oferecem cursos bem mais baratos do que os das demais faculdades públicas, garantem emprego e estimulam a produtividade da economia.

Não adianta demagogia: alguma seleção deve existir por uma simples questão matemática. Há mais candidatos do que vagas. Por mais que a situação não nos agrade, a universidade que faz pesquisa sempre será cara e acessível a poucos.

Universidade para todos não é uma solução, mas uma ilusão. O problema é que podemos estar, como sugere a pesquisa da Unicamp, prejudicando os melhores, o que, além de injusto, está fazendo-nos jogar dinheiro fora.


PS - Sabemos que universalizar creche é algo difícil; o custo por aluno sai, nesse tipo de escola, bem mais alto do que no ensino fundamental ou médio. Vale a pena prestar atenção a uma experiência realizada no Rio
Grande do Sul. Lá são treinados agentes de saúde, responsáveis apenas por visitar semanalmente famílias mais pobres e ensiná-las a educar as crianças. Já existem sinais de que esse tipo de estimulação é uma ajuda
preciosa para que a criança, uma vez matriculada no ensino formal, aprenda melhor. É daquelas idéias que deveriam disseminar-se em todo o país, pois ataca uma das raízes da desigualdade.

Fonte: Folha de S. Paulo (15 de maio de 2005) GILBERTO DIMENSTEIN



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 15h28
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A closer look at lifelong learning

 

Leia o artigo "A closer look at lifelong learning" em que se apresentam algumas das preocupações da educação ao longo da vida.

Para ler clique aqui



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 00h13
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UNESCO Expert Meeting on Cultural diversity in knowledge societies

Vai decorrer em St Petersburg, 17-19 May 2005 sob o auspicio da UNESCO o enconro de peritos para discutir a diversidade cultural na Sociedade da Informação. O encontro tem o propósito de debater "the opportunities offered by NTICs for future knowledge societies (new intercultural connections and networking, new opportunities to make old and new knowledge available, new opportunities to creativity as well as to access cultural and knowledge contents and services produced worldwide) as well as the current challenges (digital divide, development issues, cultural and linguistic diversity, obstacles to access to ICTs and to the production of local content, policy framework)".

Na agenda contam tópicos como:

The role of local content development in building knowledge societies (how vulnerable societies and contemporary creators can maintain their cultural identities while successfully contributing to knowledge societies).

The linguistic diversity challenge : Old and new professions (Discussion on selected problem areas: linguistic policies, interoperability and monitoring, linguistic diversity of domain names, multilingual Internet tools and search engines, translation and indexation software: what role for translators and information scientists in cyberspace?)

Digital heritage, knowledge societies and cultural diversity (the role of heritage institutions in building the webscape,"dot.museum", digital rights management for digital images, e-commerce for museum by-products and digital safeguarding of intangible heritage)

Digital libraries: their promises and related challenges: On-going experiences, the Google proposal to digitise full collections of major libraries and publisher’s catalogues, copyright protection and other issues on public domain digitalisation

Creative communities in the web : the UNESCO Digi-Arts portal ( arts and music connected to media and technology): pilot research on arts related to technology, online training through master classes and tutorials, regional network directories, young digital creators, contests and awards.

Go mobile: new opportunities for developing countries?  (Mobile phone technology offers new opportunities for web access and many other additional services such as music and image downloading. It is also about to become the most generalized and low-cost new technology. Discussion on its future potential for all)

Fonte: Agenda reunião no endreço da UNESCO 



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h50
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La publicité décryptée par les jeunes

La dernière publicité Adidas, diffusée au cinéma, projette le spectateur dans une sphère onirique et magique. Elle montre un personnage endormi et fait vivre son rêve : une course éperdue dans la forêt. Et cette campagne, montrant une nouvelle paire de chaussures censées transporter celui qui les a chaussées dans une autre dimension, plaît aux jeunes.

 
C'est le résultat d'un sondage express mené sur Internet par l'institut Ipsos pour connaître l'état d'esprit des 15-20 ans vis-à-vis de la publicité. Ils plébiscitent les campagnes publicitaires de marques comme Adidas, Puma, Nike, iPod ou Levis qui jouent sur des univers visuels riches.

Leur intérêt pour l'image et ses traitements numériques fait qu'ils apprécient des réalisateurs férus d'effets spéciaux, qui se sont fait un nom dans la publicité, dans l'univers du clip et parfois du cinéma. C'est le cas de Michel Gondry ou de Jan Kounen, par exemple, mais aussi de Spike Jonze, qui a réalisé le fameux spot Adidas.

Selon ce sondage, les publicités à grand spectacle ne sont pas seules à recueillir les suffrages. L'humour, en particulier dans son aspect méchant, voire transgressif, est apprécié.

Ainsi, la nouvelle publicité Kit Kat, conçue par l'agence JWT, joue dans un premier temps sur le registre bucolique. Un homme installé sur un banc mange une barre chocolatée, entouré d'animaux. La pause se termine, l'homme reprend le chemin de son travail... et apparaît dans sa boucherie, un couteau à la main, en train de couper la viande.

Au-delà des jugements tranchés sur les publicités, qu'ils jugent bonnes ou mauvaises ­ avec dans ce cas celle de Dove, par exemple, où des portraits de femmes quelconques, vieilles, ridées ou grosses, ont remplacé les traditionnels mannequins ­, ils sont lucides sur le fonctionnement des campagnes. "Ils ont une compréhension des mécanismes marketing. Ils disent que la publicité est là pour créer des besoins avec des stimulus. Elle doit inciter à acheter, elle manipule les cerveaux et les symboles. Mais ils considèrent que le pouvoir de décision leur appartient", affirme Isabelle Milgrom, directeur du département Quali Ipsos ASI.

Les jeunes se méfient toutefois du manque d'authenticité ou des tentatives de récupération de leur univers. Et sont très sensibles à la musique qui crée un lien émotionnel avec les marques. "Il y a une volonté des marques de valoriser le jeune consommateur par le partage de références communes", ajoute Mme Milgrom. Pour toucher ce consommateur zappeur, les marques tentent de le suivre au plus près, que ce soit sur son écran d'ordinateur, son téléphone portable ou sa console de jeu.

Fonte: Le monde (adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca)



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 11h10
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EL CONOCIMIENTO NO SE PUEDE GESTIONAR

De forma creciente y en el futuro es de esperar que en progresión geométrica, estamos viendo la irrupción de la gestión del conocimiento como un asunto que ocupa la agenda de la gestión empresarial en muchos ámbitos.

El desarrollo de la gestión del conocimiento debe su éxito al desarrollo de muchas industrias intensivas en capital intelectual, en contraposición a la tradicional empresa intensiva en mano de obra o capital financiero o tecnológico. En este sentido el creciente uso de las tecnologías de la información es un facilitador en el tratamiento e intercambio de conocimientos entre las personas de una compañía, ayudando a compartir lo que se sabe y lo que se va a aprendiendo, trascendiendo el espacio y el tiempo. Las posibilidades de comunicación han crecido inmensamente. El segundo factor  a la explosión de la gestión del conocimiento es que hay cambio en el paradigma dominante de las teorías de gestión empresarial. Las teorías de la competividad han girado alrededor del análisis de fuerzas externas, como las 5 fuerzas competitivas de Michael Porter, mientras que en los últimos tiempos hemos pasado a la competitividad basada en las capacidades y competencias internas. Si los entornos son cambiantes, no interesa tanto determinar y acotar los aspectos externos, tales como tecnología, competidores, proveedores, clientes y nuevos entrantes ya que el dibujo cambia cada día. Lo que importa es tener preparada la organización y las personas para responder. La capacidad de adaptarse, pasa a ser el mayor activo de una organización y competir es un arte en movimiento. De esta manera se afirma en las teorías de competitividad basada en los recursos que el principal recurso de una organización es el conocimiento. Los trabajos de Peter Senge, y Nonaka ´Takeuchi, han popularizado la idea de la organización que se adapta en base a aprender constantemente y a crear conocimiento, pasando de gestionar recursos escasos a aprovechar algunas de las numerosas oportunidades que pasan por delante de nuestra puerta.
Parece que la gestión del conocimiento se reduce a instalar un programa o crear una intranet. Esto sin embargo es la punta del iceberg.

Nonaka y Senge, apresentam premisas básicas acerca que el conocimiento es la información tratada con un propósito, que está indivisiblemente unido a las personas, que solo pueden expresar parte de lo que conocen, siempre queda un resto que es el conocimiento tácito interiorizado de gran valor pero difícil de transmitir o explicitar. Aunque la división entre conocimiento tácito y explícito no es radical, las tecnologías de la información solo pueden trabajar con conocimiento explícito, y por lo tanto las personas son claves en los procesos de creación de conocimientos. Insustituibles. ¿qué razón tienen las personas para compartir conocimiento? La herencia organizativa, y casi instalada genéticamente es muy defensiva. En las empresas muy jerarquizadas, donde unos piensan y otros no, y en las empresas que trabajan con énfasis en el procedimiento el cambio empieza por los propios directivos. Es un cambio muy fuerte, de manera que a casi todos nos va a costar sobremanera desaprender lo aprendido durante años. Mejor guardarse el conocimiento, como garantía de mi posición, que darlo abiertamente aunque curiosamente el conocimiento es el único recurso que crece cuando se usa. Siendo la principal motivación para compartir conocimiento la reciprocidad la empresa debe generar lo que se ha venido en llamar un clima de confianza. Este es el reto de la gestión del futuro.

Las empresas que quieren gestionar el conocimiento deben primero comprender que lo que deben hacer es generar un clima adecuado y esto puede ser instalar un programa o una intranet pero esta no es la esencia. La clave es que del énfasis tradicional en activos materiales, infraestructura se va a pasar al énfasis en los activos intangibles, y necesariamente se pasará a tratar de crear activos emocionales como confianza, empatía y relaciones personales. Una empresa excelente hoy en día, es la suma de Conocimiento del cliente + Capacidad de absorción de conocimientos del entorno multiplicada por la capacidad de respuesta y elevado a confianza. 
El gran reto de la gestión del conocimiento es que este no se puede gestionar como tal. Lo que es posible es gestionar el proceso y el espacio de la creación de conocimiento. Devolver a las personas la capacidad de pensar y autoorganizarse será el gran paso creyendo a pies juntillas que las personas llevan dentro, intrínsicamente la capacidad de mejorar y crear cosas nuevas. La empresa del conocimiento es una empresa repensada donde existe liderazgo, confianza en las personas, reflejada en sistemas avanzados de formación, motivación, remuneración, etc, y también, desde luego un uso, creativo de las tecnologías de la información. 

Fonte: Texto de Angel L. Arbonies "EL CONOCIMIENTO NO SE PUEDE GESTIONAR" publicado na gestiopolis.com e adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca 



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h06
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Desencontros entre a universidade e a empresa

São dois mundos que procuram um ao outro, mas não se encontram. A relação entre universidades espanholas e empresas é escassa e, na maioria dos casos, desconexa. Embora ambas reconheçam a importância crucial do trabalho em parceria, muitas vezes isso não é possível. Um perfil exageradamente acadêmico diante do pragmatismo empresarial e um desconhecimento das possibilidades que oferecem os centros universitários são os principais pontos de atrito que impedem uma relação mais estreita entre esses dois motores econômicos do país.

“As empresas que mantêm algum tipo de relação com as universidades reconhecem que esse relacionamento tem sido satisfatório ou muito satisfatório, o que, em muitos casos, é sinal de que o problema principal é o desconhecimento por parte das empresas do tipo de serviço que as universidades podem lhes oferecer. Quando a relação existe, as empresas a valorizam muito”.

Das 400 universidades consultadas, 53% admitem não ter vínculo algum com os centros universitários, um dado que varia em função do tamanho: quanto maiores as empresas, maior o número de vínculos. A essa falta de conexão deve-se acrescentar uma visão tacanha do papel das universidades como motor econômico do país. Do total de universidades consultadas, 33% não crê que exerça esse papel; 43% acha que não dispõe da organização necessária para isso, ao passo que 60% das empresas admite não ter comprometimento com a universidade de modo que ela seja de fato esse motor. “Esses resultados mostram claramente a necessidade de aproximar o mundo da empresa do mundo da universidade, e vice-versa”. A formação dos profissionais do futuro e o papel da universidade como fonte de abastecimento dos quadros de pessoal são os aspectos mais valorizados desses centros e seu principal laço de união com as empresas. De fato, 83% das empresas admite ter convênios de inclusão de estudantes e programas de estágios com elevado grau de satisfação em 70% dos casos. Contudo, as qualidades mais valorizadas pelas empresas em um profissional são exatamente aquelas que as universidades menos conseguem inculcar nos alunos. Portanto, embora as empresas reconheçam o valor dos conhecimentos teóricos, de informática e de novas tecnologias, bem como a capacidade de análise e o desejo de aprender como pontos fortes dos universitários, criticam sua escassa formação prática, ausência de capacidade de liderança e o pouco conhecimento de idiomas, aspectos que consideram os mais importantes para seus funcionários. “As universidades aprovam com boas notas os alunos formados em conhecimentos teóricos, mas falta a elas uma visão mais prática, que é fundamental para as empresas”. “A universidade espanhola precisa mudar sua organização, estar mais próxima das empresas e de suas necessidades. A tomada de decisões é lenta demais, porque entram em jogo muitos agentes e opiniões. Além disso, as instituições são enormes, com um número imenso de órgãos que, muitas vezes, não se falam e seguem trajetórias paralelas".

“A administração das universidades, bem como sua estrutura, é complexa demais. Portanto, é preciso eliminar as barreiras que impedem o desenvolvimento de inúmeras estratégias”. “Além disso, há na universidade pública um problema de organização. Os professores ganham pontos ao publicar em revistas científicas, mas se executam cem trabalhos para uma empresa, isto não lhes serve de nada”, observa Parellada enfatizando o aspecto prático da questão.

 

Para 97% das empresas, a promoção do espírito empreendedor é a principal disciplina ausente nas universidades.  Além disso, 90% delas acham que as universidades devem favorecer a criação de empresas de base tecnológica. O intercâmbio de profissionais seria um modo de estimular o espírito empreendedor e estreitar os objetivos desses dois mundos. Na verdade, 87% das empresas são favoráveis a que os professores passem um período de sua vida profissional dentro das empresas, conhecendo em profundidade seus segredos. De igual modo, acham bastante positivo que seus profissionais passem algum tempo na sala de aula. “Embora as empresas não acreditem que a universidade atue como motor do desenvolvimento econômico, nem que disponha de organização adequada para isso, concordam, porém, de maneira quase unânime, que deveriam estar mais comprometidas com esse modelo de universidade que é motor do desenvolvimento econômico, e que a universidade — agora de modo praticamente unânime — deveria incentivar o comportamento empreendedor dos alunos, proporcionando a criação de empresas de base tecnológica e incentivando a mobilidade de professores e técnicos entre a universidade e a empresa”. As empresas precisam também mudar a visão que têm desses centros de formação superior. “É surpreendente como muitas empresas desconhecem o amplo leque de serviços que as universidades podem lhes oferecer e, por isso, não recorrem a elas. Contudo, as que o fazem, estão muito satisfeitas com o resultado”. “As universidades não souberam promover seu papel de instituição de pesquisa, de consultoria e de formação específica aos diretores, ao passo que as escolas de negócios foram capazes de conquistar esse mercado”, acrescenta Solé, que também encontra “diferenças entre os centros públicos e os privados os quais, de modo geral, conseguem melhores resultados. Contudo, a universidade espanhola é a universidade pública, e representa, portanto, a imensa maioria”.

 Fonte:wharton.universia.net (adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca) 



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h28
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Alemanha exporta ensino superior

Não é mais necessário ir até a Alemanha para estudar numa universidade deste país. Um programa do Ministério da Educação alemão e do DAAD está instalando cursos universitários alemães em diversos países. Um programa do governo alemão em parceria com o Serviço alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), criado em 2001, oferece cursos segundo o sistema alemão de ensino superior em países como a China, Rússia, Egito e Chile. Em alguns casos é oferecido somente um curso em estabelecimentos de ensino superior já existentes nesses países, mas também é possivel a instalação de um instituto completo ou até a fundação de toda uma universidade, como é o caso do Cairo, no Egito, onde foi criada em outubro de 2003 uma universidade que hoje já conta com 2000 estudantes. Segundo um balanço realizado esta semana em Berlim, a aceitação das universidades alemãs no mercado internacional tem sido grande.

O objetivo do governo com este programa é  a conquista do mercado internacional de educação. Para isso o governo proporciona às universidades alemãs interessadas o apoio financeiro inicial que possibilita a elas uma fase experimental de atividades no mercado internacional. Esse apoio inicial tem duração de quatro anos e após esse período as universidades devem se tornar independentes financeiramente, podendo buscar o seu financiamento através da cobrança de taxas ou de de parcerias com o setor privado.
Garantia de qualidade - Para participar do programa, as universidades alemãs interessadas devem se inscrever dentro de um dos dois períodos anuais de inscrição estabelecidos e têm que preencher diversos requisitos: em primeiro lugar é necessário a garantia de que as universidades alemãs irão manter um controle de qualidade de seus cursos no exterior. Os cursos têm que apresentar laços com a Alemanha, seja através da atuação de professores alemães, da incorporação de estágios obrigatórios na Alemanha no currículo do curso e do oferecimento de ensino da língua alemã. Eles também podem ser estruturados em duas fases e possibilitar, por exemplo, a realização de uma dessas fases na Alemanha. Os títulos acadêmicos, seja de bacharel, mestre, doutor ou os títulos alemães tradicionais (Diplom e Magister) serão reconhecidos tanto no país onde o curso for feito como na Alemanha.

Oferta no Brasil - Até agora já foram implantados cursos superiores alemães em 20 países. No Brasil o programa ainda não chegou, porém o DAAD está analisando os projetos de duas universidades que pretendem se instalar no país e a decisão está prevista para meados deste mês. Um dos projetos prevê a instalação de um curso na área de planejamento urbano. Se a implantação dos cursos no Brasil for aprovada, os brasileiros também poderão desfrutar da oportunidade de ter um diploma que é valido tanto no Brasil como na Alemanha. O preço que se pagará por este diferencial, porém, ainda não é conhecido. (Portal DW World.de - 06/03)



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 08h42
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APRENDIZAJE DURANTE TODA LA VIDA EN LA ECONOMÍA GLOBAL DEL CONOCIMIENTO

 

Resumen Ejecutivo del informe “Life Learning in the Global Knowledge Economy” publicado en el portal del Banco Mundial. Para ler clique aqui

Adaptado para fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 21h46
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Políticas curriculares superficializam o conhecimento científico

Inadequação e deficiência de instalações, de equipamentos e materiais, precariedade das relações de trabalho, baixos salários, alta rotatividade de docentes e funcionários e formação deficiente de professores. Esses são alguns dos reflexos no cotidiano das escolas, oriundos da crise no sistema de ensino que, somados às diretrizes e implementações das atuais políticas curriculares brasileiras, acabam construindo uma situação de simplificação e superficialização do conhecimento científico veiculado na escola. a partir de 1998, começaram a ser produzidos no Brasil documentos para dar as novas diretrizes ou parâmetros curriculares do ensino médio. Para ela, essas diretrizes deixam claro que existem nos documentos oficiais, princípios do governo federal vinculados aos organismos internacionais, como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento, que procuram, até certo ponto, incorporar demandas de movimentos sociais. a tentativa de assimilar essa demanda social a um projeto conservador de ensino, que busca observar as reduções de custos exigidas pelos próprios organismos internacionais, gera tensões perceptíveis no cotidiano da escola. O tema 'diversidade cultural', por exemplo, é uma bandeira de movimentos sociais, que aparece como tema transversal no ensino fundamental e como componente de várias disciplinas no ensino médio. "Esse tema costuma ser incorporado de forma simplista". a preocupação com a diversidade cultural está presente muitas vezes de forma folclorizada, superficial e sem um aprofundamento nas questões locais daquela comunidade. "Existem alunos segregados, que não mantém diálogo com os docentes pela forma como são por eles rotulados. O currículo é feito no dia a dia da escola, e aí pouco se observam as questões de fato relativas a diversidade cultural". Outro ponto observado é a diminuição da carga horária das disciplinas das áreas de humanas no currículo escolar, com a justificativa de que as ciências humanas estão presentes em todas as disciplinas por meio dos temas transversais. Essa estratégia de diminuição da carga horária dificulta a formação de um aluno com uma visão mais crítica do próprio sistema de ensino e da sociedade.  

A atual política busca estabelecer relações entre educação e desenvolvimento econômico do país, junto à ideologia difundida de que o esforço pessoal é determinante do sucesso profissional e social, o que é refletido no discurso dos alunos. Qualquer política de reestruturação curricular será pouco eficaz se não houver o envolvimento do professor que, é "aquele que de fato viabiliza e constrói o currículo cotidianamente", e se não se desvencilhar da racionalidade tecnocrática que a tem caracterizado.

 Fonte: Com Ciência



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 09h33
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Reforma de Conceito

Reforma de Conceito
Cristovam Buarque

A proposta de Reforma Universitária tem o mérito de colocar em debate as bases para uma reorientação do ensino superior brasileiro. Tem sido criticada pelo que apresenta, mas sua maior falha está nos conceitos que lhe serviram de base. Primeiro conceito errado: trata apenas de parte da educação, e não de toda. Enquanto a educação básica não for reformada, a universidade não terá qualidade total. Com apenas 1/3 de jovens concluindo o ensino médio, estamos desperdiçando o potencial de milhões de cérebros. Com um ensino médio sem qualidade, condenamos a universidade a receber jovens ainda não preparados. O bom desempenho das universidades de outros países não acontece porque eles são mais inteligentes, mas sim porque têm a probabilidade maior de ter bons alunos, pois é possível escolher entre todos e não apenas entre poucos de seus jovens.

O segundo equívoco é continuar tratando de universidade e não de ensino superior. No mundo de hoje, o ensino superior não cabe mais dentro de universidades. Ele se espalha por diferentes cursos, independentes, paralelos, às vezes por pessoas isoladas, outras vezes por redes de internet. Aprisionada dentro do conceito de universidade, a Reforma não durará mais  do que alguns anos. Também é equivocado tratar de estatal versus particular, conforme a propriedade da instituição, quando na verdade o choque é entre público e privado, conforme a formação adquirida. Quando um aluno estuda para ser professor, ele recebe uma formação de interesse público, mesmo quando sua instituição seja propriedade de um particular, e quando estuda para servir apenas aos seus próprios interesses, ele recebe uma formação privada, mesmo que paga pelo povo, através de uma universidade gratuita estatal.

O "campus" e não "rede" é outro erro de conceito. Daqui para frente, o lugar da formação de nível superior terá cada vez menos um endereço territorial e mais um endereço eletrônico. A formação não se fará mais prisioneira de um campus ela terá a liberdade das redes, sem localização geográfica, unindo as instituições de ensino planetariamente. A Reforma do ensino superior não pode se concentrar no velho conceito de diploma, e sim se comprometer com o conceito de competência. O que vale hoje não é um papel pendurado na parede, mas a quantidade de conhecimento armazenada na cabeça.

Também não vale o conhecimento arquivado, mas aquele que é capaz de adaptar-se às novas exigências, um saber criativo, reciclável a cada momento. No lugar de curso, a Reforma deveria usar o conceito de formação. A Reforma deveria abolir o conceito de ex-aluno. A universidade deve ser permanente. Até o último dia o aluno deve estar estudando, ou não será mais um profissional competente. No lugar de disciplinas o novo ensino superior deve trabalhar com temas. Os temas irão permanentemente criar novas disciplinas e descartar outras como obsoletas.

Não se trata mais de mudar a organização e a forma de financiamento, mas a estrutura da universidade. Com núcleos temáticos e não apenas departamentos, com a prática multidisciplinar e não apenas unidisciplinar. A Reforma também parte da idéia de que é preciso popularizar a universidade, mas isso é o mesmo que convocar todos os jogadores do Brasil para serem da seleção brasileira. No lugar de popularizar a universidade, temos que popularizar a conclusão do ensino médio na rede pública, fazer com que os melhores, independentemente da renda familiar, entrem no ensino superior e sirvam ao País, ao Povo e à Humanidade. Antes da Reforma Universitária é preciso fazer uma Reforma do Conceito que lhe serve de base. (Jornal do Commercio - 04/03 - Recife/PE)



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 16h54
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Diplomas para todos; e os empregos?

Diplomas para todos; e os empregos?
Paulo Elpídio de Menezes Neto

Nos domínios de Castela, sob a Coroa espanhola, por volta do pelo século XVI, a expansão do aparato burocrático do Estado abriu um mercado inusitado, com a criação de numerosos postos para o atendimento de necessidades militares e administrativas do reino. As "letras", entendida como uma carreira a serviço da Igreja e do Estado, eram as formas mais eficazes de ascensão social. As universidades, por sua vez, convocadas a emprestar a sua contribuição à formação dessa nova classe de funcionários, passaram, em pouco tempo de duas para vinte, reunindo uma população estudantil em torno de 20 mil pessoas ao ano. Logo, produzia-se, por ali, mais diplomados do que a burocracia podia absorver. A solução veio rápida, afinal aos agentes do Estado nunca faltaram recursos e motivação para seus exercícios regulatórios.

O atestado de "limpeza de sangue", processo seletivo sutil, concebido pelos planejadores da época, afastando as linhagens "manchadas" pela ascendência moura ou judia, freou a produção de doutores e letrados, pondo ordem no mercado de emprego. O "numerus clausus" adotado em muitos países do ocidente, onde floresceu o ensino universitário, funcionou como uma espécie de "limpeza social", servindo como processo regulador e, ao mesmo tempo, seletivo, pelo qual as oportunidades não se distribuíam a todos. A questão pode ser vista, a um só tempo, como reserva de privilégios à elite  dominante, ou como mecanismo tipicamente capitalista de adequação da demanda por educação às possibilidades da oferta de empregos. Em qualquer uma das hipóteses que se tome como referência, em um amplo processo de mobilidade e ascensão social, continua de pé a questão que não pode ser omitida: qual o uso e a destinação do diploma universitário?

Afora as funções reservadas aos pesquisadores, no âmbito das ciências puras e aplicadas, dos quais se exigem elevados padrões de qualificação, por essa razão, uma minoria, as nossas universidades permaneceram fiéis ao compromisso de formar profissionais para o mercado e a economia. Diz-se que a instituição cumpre, assim, inalienável compromisso social. Não se pode dizer o contrário, ainda que os graduados, egressos das universidades brasileiras demonstrem, no geral, débil capacitação para o exercício de funções para as quais foram pretensamente preparados.

O princípio baseado no reconhecimento do direito de todos a ingressar na universidade foi desfraldado no dogma dos anseios redentoristas, razoáveis e dignos de reverência, não estivéssemos embarcando em um equívoco arriscado. Em primeiro lugar, escapa às possibilidades da universidade - e à sua vocação de origem - promover as grandes reformas sociais que, na verdade, hão de vir, quando vierem, pela interveniência de outras instâncias mais poderosos para a realização do bem comum. Secundo, seremos o único país deste atormentado planeta, caso se realizem esses ideais, a garantir "universidade para todos", ignorando uma prosaica realidade, a incapacidade do chamado mercado de emprego para absorver essa mão de obra diplomada. Terceiro, privilegiando a generosa unção e tonsura de legiões de bacharéis e doutores para um mercado em processo de mudança e de hipertrofia, pelo menos à vista das atuais carreiras universitárias, relegou-se à formação de profissionais de nível médio ao esquecimento, enquanto se multiplicam as oportunidades de novos empregos para trabalho qualificado em relação aos baixos níveis de oferta, a dar-se crédito à queixa dos empresários do setor.

O contingente de vagas não preenchidas com as bolsas do PROUNI, conforme noticia a imprensa, parece exprimir uma realidade que poucos desejam enxergar. Associado este fato às elevadas taxas de evasão nos cursos superiores, em instituições públicas ou privadas e à dramática taxa de desemprego entre profissionais egressos das universidades, temos um problema a considerar. Para nosso desalento e dos que encontram ainda razões para a prática olímpica do otimismo, lembremo-nos que já assistimos a esse filme, encenado por outros atores e realizado por outros diretores. A platéia é que continua a mesma. (Revista Gestão Universitária - Edição 46)
 



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 16h53
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Desaparecen las carreras de historia y filosofía en la UANL; el mercado, la causa

Desaparecen las carreras de historia y filosofía en la UANL; el mercado, la causa
DAVID CARRIZALES CORRESPONSAL

Monterrey, NL, 8 de febrero. Para "adecuarse a las necesidades del mercado", la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad Autónoma de Nuevo León
(UANL) desapareció las licenciaturas de historia y filosofía, y las fusionará en una nueva carrera denominada licenciatura en humanidades, que aún no ha
sido aprobada por el Consejo Universitario, aunque se imparte desde enero de este año con materias genéricas como computación e inglés. Con ello, las
autoridades universitarias prevén agrupar en cuatro áreas las siete carreras que imparte actualmente dicha facultad, así como cambiarles el nombre para
hacerlas más atractivas para los estudiantes.

De esta forma, la licenciatura de bibliotecología y sociología se agruparán en la licenciatura de ciencias de la investigación documental; lingüística
aplicada con especialidad en didáctica del inglés y con especialidad en traducción se concentrarán el lingüística solamente; y la licenciatura en
pedagogía con acentuación en planeación y desarrollo educativo se denominará licenciatura en educación.

Al desaparecer la carrera de filosofía en la UANL, ninguna institución de educación pública la imparte en el noreste del país.


José Reséndiz Balderas, director de la Facultad de Filosofía y Letras de la UANL, afirmó que los cambios en proceso tienen como propósito adecuar los
programas a las necesidades del mercado, pero sin hacer a un lado la esencia humanística que tienen dichas carreras desde su fundación.

El directivo universitario indicó que no es permisible que por prejuicios ideológicos se estén produciendo profesionistas para el desempleo, pues de
nada sirve que los egresados tengan una sólida formación humanista y sensibilidad social si no tienen forma de incidir en la sociedad porque están
sin trabajo.

 

Fonte: "La Jornada"  9 de febrero

Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 21h13
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Escola não ensina diversidade cultural

 

Mas, afinal, o que é ter direito a cultura e a diversidade?" São várias as respostas. "Direito a cultura pode ser o direito a dançar o boi-bumbá, pode ser o direito a tomar minha cachaça, pode ser meu direito a religião". Contudo quando chega até a escola, a cultura acaba sendo resumida à "música".

É necessário que a escola possua uma visão mais ampla da difusão de culturas, como a identidade cultural de sua população. "E agora ainda está muito difundida a frase ´lugar de criança não é na rua, é na escola´. Para quê? Para que ela fique enjaulada?". "É na rua que se brinca, é na rua que acontecem as principais manifestações populares. O que deve ser repensado é a nova função das ruas".

Paulo Freire afirmava que é necessário que sejam trazidos elementos da cultura para dentro da sala de aula. Levar à escola a pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão, a pedagogia da arte" ou seja elaborar trabalhos de confecção de brinquedos, de sabão e a construção de palavras por meio de letras feitas com biscoitos.

Um dos principais pontos que devem ser trabalhados é a questão da identidade, que muitas vezes é dilacerada pela falta de auto-estima.

Um dos principais empecilhos para o trabalho com a educação de jovens e adultos é que "Eles acreditam que não dominam a escrita porque são incapazes. Essa é a primeira barreira a ser quebrada".

É necessário ser bem pensado um trabalho a favor do resgate da auto-estima, pois a falta dela facilita outras buscas por parte dos cidadãos. "O mundo do tráfico, por exemplo, é bastante sedutor para alguém com problemas de auto-estima", exemplifica. "O garoto empunha uma arma na mão e passa a acreditar que aquilo ele pode fazer, que a partir daquele momento ele tem poder"

 

Fonte:   O aprendiz - UOL   28/02/2005 (Artigo elaborado durante o Seminário Nacional de Culturas Populares) – Adaptação para fins didáticos de João José Saraiva da Fonseca



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 21h12
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