Educação e Cidadania - Educação e Cidadania


No mundo 100 milhões de crianças não têm acesso à educação

 

De acordo com a Unesco, no mundo 100 milhões de crianças não têm acesso à educação. A instituição reflete um pouco sobre a relação entre a educação e a possibilidade de manutenção ou mudança desta situação.

Porquê a educação é importante

* A educação é um direito do Homem expresso no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos datada de 1948

* A educação catalisa o desenvolvimento humano e melhora a qualidade de vida.

* A educação é vital para o desenvolvimento econômico e para a estabilidade política e democracia.

Quem são os excluídos

* os pobres

* as crianças dos sexo feminino

* as crianças em zonas de conflito

* os doentes e com necessidades educativas especiais

* as crianças que vivem em zonas rurais remotas ou nómdas

* as crianças de rua

* outros grupos desprotegidos

Quais as as barreiras

* Ineficiência dos sistemas de educação

* Pobreza

Suporte dos custos da educação

Trabalho infantil

* Barreira culturais e sociais

Descriminação de sexo

Casamento e gravidez precoces

violência, intolerance e descriminção na escola

* Situações de crise e emergência

Guerras e conflitos

HIV/AIDS

O que pode ser feito? A ação passa pelas entidades internacionais, governamentais e por todos nós cidadãos.

Fonte: site TIME FOR SCHOOL - Education The Big Lobby da UNESCO

Traduzido do inglês e adaptado com fins didáticos por João José Saraiva da Fonseca

 



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 18h34
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As propostas da teoria da complexidade para a construção do conhecimento

A teoria da complexidade, propõe a interação entre os saberes para que haja, de fato, conhecimento. A complexidade pode ser entendida também como uma rede de interações entre os diversos elementos do universo.

Antes, a ciência era vista como analítica, linear e disciplinária. A complexidade, ao contrário, propõe que ela seja multidisciplinar, não linear e holística.

O conhecimento seria resultado da interação do homem com essas múltiplas realidades não lineares e abragentes: ser humano, seres vivos, inanimado, planeta e universo.

Fonte: Luís Sotolongo em UnB Pauta de 23 de novembro de 2004. Texto adaptado e complementado para fins didáticos por: João José Saraiva da Fonseca

 



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 15h15
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A Ignorância Custa um Mundo

Citações de algumas passagens do livro: "A Ignorância Custa um Mundo - O Valor da Educação no Desenvolvimento do Brasil" de Gustavo Ioschpe

"Quem dera os problemas da educação brasileira fossem todos resolvíveis com dinheiro. Não são. Remediadas todas as ineficiências de gastos apontadas acima, restaria ainda a fonte do problema maior: a má qualidade de ensino, especialmente em seus primeiros anos" (p.191).

"Precisamos afunilar o foco e tratar de entender o que se passa nas salas de aula, quem são e o que pensam os atores da educação brasileira. Essa tarefa é possível graças a um primoroso livro de João Batista de Araújo e Oliveira e Simn Schwartzmann (2002, chamado A Escola Vista por Dentro, volume indispensável para quem deseja conhecer os meandros de nossa educação. . . . Para entender o fracasso educacional de nossas crianças, os autores buscam entender o que pensam pais e professores. Os resultados são estarrecedores" (p.191).

"Comecemos pela visão dos professores. Sua falta de autocrítica beira o patológico. Apesar dos desastres evidenciados pelo SAEB e testes internacionais, quando a instados a fazer uma auto-avaliação, os professores da rede estadual e municipal se deram nota de 9,13 e 8,78 no quesito domínio dos conteúdos das disciplinas que ensinam. Mais de 85% dos professores alfabetizadores se declararam preparados para alfabetizar. . . . Essa preparação é desmentida pelos fatos: teste sobre conceitos de alfabetização aplicado pelos autores revelou que só 3 de 9 itens apresentados tiveram resposta correta superior a 60%. A média de desempenho foi de 52 (Estaduais) e 50 (Municipais). Um contingente expressivo de professores alfabetizadores acha que a criança pode ser alfabetizada até a 4a. série ou que a idade não é importante (!). . . . Quando perguntados sobre por que os alunos não se alfabetizam ao final da primeira série, eis o que eles respondem: 16% diz que 1a. série não é para alfabetizar (!), 16% diz que é falta de prontidão do aluno e 9,7% (Municipais) e 14,2% (Estaduais) diz que é falta de interesse do aluno (!!). Só 3,5% (Municipais) e 0,9% (Estaduais) dos professores dizem que a culpa pelo fracasso é da escola, que não sabe alfabetizar" (p.191-192 -- os pontos de exclamação estão no original).

"A auto-apreciação chega ao ponto da delusão. . . . Há algo que obviamente não bate. Os professores se acham competentes, bem preparados e esforçados, mas os alunos aprendem menos do que deveriam. Como equacionar esse dilema?

Simples: a culpa é do aluno! Nada menos que 77% dos professores da rede pública culpam o desinteresse do aluno por sua repetência (na particular, 67%). Menos de 6% atribuem a repetência à má qualidade do ensino. . . . É comum professores culpando as precárias condições de vida do alunado por seu insucesso. Esse subterfúgio é risível. Afinal, o papel da educação é justamente de resgatar o aluno da ignorância e desesperança que o circunda. É a ignorância que justifica a educação: se as crianças já nascessem sabendo . . ., não precisaríamos de escola. . . . Outra razão apontada para o nosso triste estado é o desinteresse de nossas crianças. Ora... deve ser alguma coisa na água que bebemos, porque em todo o mundo os adultos costumam ter dor de cabeça justamente pelo excesso de curiosidade das crianças e sua vontade instintiva de aprender, mas as brasileiras são desinteressadas. Talvez o desinteresse seja consequência da baixa qualidade do nosso ensino, e não vice-versa" (pp.193-195).

". . . a incompetência se esconde atrás de uma epistemologia abstrusa para desdenhar a preocupação com o mundo real como [se ela fora] o sintoma de um reducionismo materialista, parte do grande projeto neoliberal para alienação das massas. Segundo os seguidores desse credo, é o 'sistema' que produz a marginalização da criança. Mudanças pontuais -- exigir melhorias de um professor ou uma escola, por exemplo -- são [dentro dessa visão] claramente

inúteis: só o câmbio sistêmico é que trará a solução. Como diz o ditado, nada mais reacionário e imobilista do que condicionar qualquer mudança à mudança total" (p.195).

"A causa [do insucesso de nossas crianças] é que o professor brasileiro médio simplesmente não sabe como ensinar. . . Mas uma admissão como essa seria um golpe fatal à auto-estima de qualquer profissional. Então, culpa-se a criança e/ou sua família -- os elos mais fracos -- ou o 'sistema' -- o inimigo etéreo. Como escreveu magistralmente Simon Schwartzmann, ele próprio um professor de universidade pública, 'Eles [os professores] não sabem muito sobre como ensinar, ou o que ensinar, e, muito freqüentemente, não acham que isso seja muito importante. Na percepção deles, a sociedade é injusta, as pessoas são exploradas, governos não se importam com a educação ou com os professores, e não há muito que possa ser feito antes que aconteça uma revolução ou transformação social verdadeira e profunda'" (p.196).

"É compreensível que os professores assim pensem e ajam. Eu e todo mundo também gostaríamos de atribuir nossos fracassos aos outros. O que, à primeira vista, fica difícil de entender é como é que a sociedade aceita essa incompetência" (p.196).

A partir de mensagem postada por Eduardo O C Chaves na lista de discussão 4 pilares



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 20h18
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A educação continuada

 

A globalização chegou e interfere no dia-a-dia das pessoas, das empresas e das nações e, muitas vezes, é difícil de acompanhar. Ser bom profissional neste cenário não requer só boa formação acadêmica. É impreterível investir em educação continuada como forma de atualização, especialização e aperfeiçoamento curricular e pessoal.

Os cursos profissionalizantes são opção para quem não tem acesso ao ensino universitário por questões econômicas e até mesmo de formação e busca por conhecimento. 

Se excluir a importância da formação acadêmica, a educação profissional, como são denominados os cursos profissionalizantes pelo MEC, é reconhecida como uma importante ferramenta para inserir ou reinserir um profissional ao mercado de trabalho, e tenta
transformar o modelo educacional em algo mais flexível e mais próximo de nossas diversidades geográficas, socioculturais e econômicas.

Um reflexo das exigências do mercado, que levam a um número cada vez maior de pessoas a buscarem por uma educação continuada. Para quem pretende usar essa alternativa para o desenvolvimento profissional, a dica é avaliar o programa e o material didático dos cursos, bem como o currículo dos instrutores, além, claro, da idoneidade do estabelecimento de ensino. Esse é o papel do aluno, que, como consumidor, deve estar atento às ofertas e à qualidade do que é oferecido. Essa é a garantia para termos uma educação cada vez melhor.

Fonte: Gazeta Mercantil/Caderno A de 12/11/2004 adaptado para fins pedagógicos por João José Saraiva da Fonseca



Escrito por João José Saraiva da Fonseca às 13h11
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